“PARA ONDE VOCÊ VAI FUGIR?”: Irã, regime dos aiatolás e a ofensiva militar de EUA e Israel

“PARA ONDE VOCÊ VAI FUGIR?”
Em 1977, Peter Tosh lançava o disco Equal Rights, no qual clamava por direitos iguais na sua Jamaica recém-liberta do domínio da Grã-Bretanha. Em Downpressor Man, Tosh “profetiza” que o opressor não teria onde se esconder quando a justiça viesse ao seu encalço:
You gonna’ run to the sea
But the sea will be boiling
…
You gonna’ run to the rocks
The rocks will be melting
When you run to the rocks
Dois anos depois, do outro lado do planeta, irrompia a Revolução Iraniana; sob o comando do aiatolá Khomeini, o país tornou-se uma teocracia islâmica, onde o líder supremo controla todas as estruturas de poder: executivo, legislativo e judiciário.
Desde então, o regime absolutista vinha impondo um regime de terror ao povo iraniano, impondo leis draconianas que oprimem especialmente mulheres e minorias, especialmente homossexuais, que, se descobertos, acabam enforcados em postes.
Além de oprimir seu próprio povo, o regime dos aiatolás é um notório financiador de grupos terroristas ao redor do mundo, fornecendo grana (muita grana!) e apoio logístico aos assassinos do Hamas, Hezbollah e houthis. E, como se não fosse o bastante, vinha acumulando urânio enriquecido para fabricar armas nucleares, para realizar o antigo sonho molhado dos radicais islâmicos (e de muitos esquerdistas no mundo ocidental): varrer Israel e os judeus da face da Terra.
Os Estados Unidos negociam há anos um acordo sobre o programa nuclear iraniano, mas, diante da frouxidão dos antecessores recentes de Trump, o regime dos aiatolás vinha enrolando e se preparando para fabricar sua tão sonhada bomba. Os cabeças de turbante acharam que continuariam a enriquecer urânio na santa paz de Alá; Trump mostrou que eles estavam errados.
Protestos populares e repressão no Irã
Ao mesmo tempo, os próprios iranianos se cansaram dos aiatolás corruptos e de suas bárbaras leis religiosas – sem falar na inflação desenfreada.
Nos últimos anos, protestos contra o governo irromperam nas ruas da capital Teerã e logo se espalharam país adentro; e, como é de se esperar em regimes ditatoriais, as manifestações desencadearam uma violenta repressão, levando a milhares de mortes, inclusive de crianças, e outro tanto de prisões de manifestantes.
A ofensiva militar de Estados Unidos e Israel
O presidente americano havia alertado o governo do Irã que, se a violência contra os manifestantes continuasse, haveria consequências; a violência não apenas continuou, como aumentou. Então, adivinhem? As consequências vieram.
Na madrugada do dia 28 de fevereiro, Estados Unidos e Israel iniciaram uma ofensiva militar conjunta, denominada “Fúria Épica”, contra o regime iraniano; em resposta, o Irã atacou bases americanas instaladas em países vizinhos como o Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia, Emirados Árabes Unidos e Iraque.
A destruição da estrutura militar iraniana
Os primeiros ataques literalmente esmagaram a cabeça da serpente iraniana: tanto o aiatolá Khamenei quanto o alto comando da Guarda Revolucionária e diversos líderes políticos viraram cinzas sob o fogo dos mísseis americanos e israelenses, disparados de modernos caças F-35 e F-22, “invisíveis” aos radares inimigos; poucos dias depois, o chefe das Forças de Defesa de Israel (IDF) afirmou que, na primeira fase da guerra, 80% dos sistemas de defesa aérea do Irã e 60% dos seus lançadores de mísseis foram destruídos; mais de mil alvos foram atingidos em território iraniano ainda no domingo, Israel e EUA declararam “supremacia” sobre o espaço aéreo iraniano, significando que as defesas iranianas haviam sido tão degradas que já não representavam mais um risco efetivo.
E, para poupar tempo e bombas, logo depois Israel bombardeou o prédio onde 88 clérigos do alto escalão estavam reunidos para escolher o novo aiatolá.
A ofensiva israelense-americana é a convergência entre a conveniência e a oportunidade: o Irã fundamentalista dos aiatolás é um inimigo declarado do Ocidente em geral e de Israel em particular, e uma ameaça constante à paz mundial; seu programa nuclear tem o objetivo nada secreto de produzir armas nucleares para aniquilar o vizinho semita.
Além disso, a crise econômica e a forma brutal como o regime vem reprimindo as manifestações populares configuraram uma janela de oportunidade ideal para desencadear os ataques. Iranianos ao redor do mundo celebraram a morte do facínora Khamenei; testemunhas relatam que gritos de alegria foram ouvidos nas ruas de Teerã; moradores aplaudiram das janelas e tocaram músicas em comemoração à notícia. Isso não causa surpresa, pois o regime teocrático iraniano é notoriamente covarde, cruel e opressor.
Mulheres, repressão e violações de direitos humanos
Quem mais sofre são as mulheres, tratadas como cidadãs de segunda classe: as leis limitam sua liberdade e lhes negam direitos humanos fundamentais; o uso do véu é obrigatório, e mulheres que descumprem a lei podem ser espancadas, presas, estupradas e assassinadas pela odiosa “polícia moral”. A pedofilia é legal e comum: até meninas com menos de 13 anos podem ser obrigadas a se casar.
Consequências geopolíticas e o papel de Donald Trump
Ainda não se sabe quais serão as consequências desta guerra, mas podemos afirmar com certeza que, a partir do momento em que o aiatolá Khomenei deixou de respirar, o mundo já se tornou um lugar melhor, assim como a prisão de outro ditador asqueroso e corrupto, Nicolás Maduro, foi um favor à humanidade – especialmente aos venezuelanos.
Apesar do choro e ranger de dentes dos democratas nos EUA e dos esquerdistas esquizofrênicos pelo mundo, além das baboseiras de Lula, aliado incondicional dos piores ditadores do planeta, Donald Trump segue assumindo o protagonismo no tabuleiro da política global, como convém ao presidente da maior potência do planeta. Trump é um líder do mundo livre, fazendo o que é certo, mesmo diante da covardia de alguns de seus pares como os primeiros-ministros do Reino Unido, Keir Starmer, e da Espanha, Pedro Sánchez (ambos são de esquerda, mas isso deve ser apenas uma infeliz coincidência), que não permitiram que os americanos utilizassem bases militares nestes países para realizar operações ofensivas contra o Irã, além de criticarem duramente as ações dos EUA e de Israel. É muito fácil ser contra a guerra quando não se está sendo assassinado nas ruas pelo próprio governo.
Não há para onde fugir
Os versos de Peter Tosh falavam de uma justiça divina contra homens tirânicos; entretanto, mesmo na Terra é possível combater a maldade. Israel e, principalmente, os Estados Unidos estão mostrando, da pior maneira, a opressores como Maduro e Khamenei que não há para onde fugir, nem onde se esconder.
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Sobre Mark Morais
Mark Morais é advogado de Imigração e proprietário da Mark Morais Law Firm, escritório americano responsável por processos jurídicos de vistos e green cards para os Estados Unidos.
Mark é o único advogado brasileiro-americano que já trabalhou nas 3 principais agências federais de imigração dos EUA (USCIS, CBP e ICE) desempenhando as funções de Promotor de Imigração, Oficial de Asilo Político e Policial Federal de Imigração e Alfândega.
Mark Morais é formado em Direito e Administração de Empresas no Brasil e é Doutor em Jurisprudência nos Estados Unidos. Ele é licenciado para praticar Direito no Estado da Flórida e também na Capital Federal (District of Columbia).




