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“AND THE OSCAR GOES TO…” NOT TO YOU!

23 de March de 2026

Da Redação

NO DIA 15 DE MARÇO teve lugar a festa do OSCAR, quando a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas distribui prêmios para as melhores produções e performances nas telonas, realizadas mundo afora no ano anterior. 

A estatueta do homenzinho careca dourado é cobiçada por todos os profissionais do ramo; a cerimônia de entrega é transmitida ao vivo para todo o planeta e atrai milhões de pessoas, que torcem pelos seus preferidos como se fosse uma final de copa do mundo. As principais categorias são Melhor Filme, Melhor Direção, Melhor Ator/Atriz, Roteiro e Ator/Atriz Coadjuvante. 

Este ano, a torcida brasileira estava em polvorosa; o filme “O agente secreto”, de Kleber Mendonça Filho, recebeu quatro indicações: Seleção de Elenco, Melhor Filme Internacional, Melhor Ator e Melhor Filme. A expectativa era grande: o longa já havia sido premiado no Globo de Ouro, como melhor filme em língua não-inglesa, e Wagner Moura, o eterno Capitão Nascimento de Tropa de Elite, levou o prêmio de melhor ator.

 

O filme “O agente secreto” e a divisão do público

Estas indicações dividiram a população brasileira: metade do país torcia para “O agente secreto”, suspense político ambientado no período da ditadura militar que acompanha Marcelo, especialista em tecnologia acusado de atividades subversivas que tenta reconstruir sua vida em Recife, mas é perseguido por um empresário poderoso, ligado ao regime; e pelo baiano Wagner Moura; a outra metade torcia para que tanto o filme quanto o ator se lascassem. Imediatamente após o anúncio dos vencedores – o Brasil não recebeu nenhuma estatueta, pipocaram nas redes sociais inúmeros posts de brazucas celebrando a derrota de Kleber e Wagner, enquanto outra parte inundava o perfil da Academia para protestar contra o que achavam uma injustiça.

 

Por que brasileiros torceram contra brasileiros?

O fenômeno é curioso: por qual motivo alguém poderia desejar o insucesso de um compatriota? Inveja, despeito? 

Sim, possivelmente, muitas pessoas não suportam o sucesso alheio, especialmente quando confrontadas com a própria mediocridade; sem dúvida, entre os que comemoraram a derrota do filme e ator brasileiros estavam muitos que, de maneira distorcida, sentiram uma espécie de “compensação cósmica”. Mas, de maneira geral, o buraco é mais embaixo.

 

Análise crítica do filme e da atuação

Antes de seguirmos: O agente secreto não é essa Coca-Cola toda; longe disso. Não é que seja ruim, entretanto, é longo demais e monótono. E a atuação de Wagner Moura, que é um excelente ator, também não é nada demais. Talvez, se tivesse concorrido com o seu icônico Capitão Nascimento, tivesse mais chances…

Dito isso, acho que a derrota foi justa; mas o ponto aqui é outro.

 

Arte, política e posicionamento ideológico

Wagner Moura e Kleber Mendonça Filho são declaradamente de esquerda, eleitores de Lula. Ao vencer o Globo de Outro, o diretor celebrou a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro, que marcaria o fim de uma “guinada à direita”, e declarou que Bolsonaro seria “epicamente irresponsável”. Kleber já ocupou cargo comissionado em fundação ligada ao governo federal durante a calamidade bíblica chamada governo Dilma Rousseff e faz uso de dinheiro público para fazer seus filmes (https://veja.abril.com.br/coluna/reinaldo/cineasta-que-liderou-protesto-de-golpistas-de-esquerda-em-cannes-esta-em-folha-de-pagamento-do-governo-federal/), além de já ser sido condenado a devolver dinheiro aos cofres públicos por irregularidades na captação de recursos para a produção de um de seus filmes (https://oglobo.globo.com/cultura/condenacao-de-kleber-mendonca-filho-devolver-22-milhoes-publicada-no-diario-oficial-23638661). 

Wagner Moura, por sua vez, não se contenta em criticar somente Bolsonaro, mas adora falar mal também do presidente americano, Donald Trump. O baiano tem dado entrevistas pelos talk shows americanos, nas quais celebrou a prisão de Bolsonaro e dos manifestantes do 8 de janeiro de 2023; por outro lado, chamou o impeachment de Dilma de “golpe clássico” e a prisão de Lulla de “julgamento canalha”. Tudo isso morando confortavelmente em Los Angeles, Califórnia. 

E esse tipo de comportamento é justamente o que desperta a antipatia que levou tantas pessoas a torcer contra o ator e contra o filme: a conhecida cegueira ideológica e a hipocrisia esquerdista que os leva a defender notórios políticos ladrões de dinheiro público desde que estejam no mesmo espectro ideológico; de criticar os Estados Unidos, o capitalismo e a direita e idolatrar ditaduras como Venezuela, Cuba e Coreia do Norte e ainda passar pano para a teocracia assassina do Irã; mas, quando se trata deles mesmos, adoram desfrutar de todo o conforto, segurança e benefícios que só o bom e velho capitalismo pode proporcionar. 

A esquerda ansiava pelo Oscar; seria mais uma oportunidade para Moura destilar suas bobagens venenosas contra o sistema e o país que permitem que ele seja bem-sucedido e abastado, e disso nós, aqui do outro lado da tela, já estamos cansados.

 

Separar o artista da obra: até onde isso é possível?

Entendo que precisamos separar o artista de sua arte, e compreender que somos todos imperfeitos; por incrível que pareça, nem sempre o Doutor Mark tem razão. Só quase sempre. 

García Márquez era amigo pessoal e defensor do ditador canalha Fidel Castro; nem por isso Cem Anos de Solidão deixa de ser uma obra indispensável para quem ama Literatura; da mesma forma, José Saramago era comunista militante, mas sua genialidade aflora em livros como Ensaio Sobre a Cegueira e As Intermitências da Morte, entre outros. Por outro lado, jamais devemos nos esquecer de que nossos ídolos possuem “pés de barro” e, muitas vezes são movidos pela chamada “culpa burguesa” – além de serem completos idiotas alienados. Como disse Rick Gervais em seu inesquecível discurso na entrega do Globo de Ouro de 2020:

Se vocês ganharem um prêmio hoje à noite, não usem isso como plataforma para fazer um discurso político, certo? Vocês não têm moral para dar lições ao público sobre nada. Vocês não sabem andar sobre o mundo real; a maioria de vocês passou menos tempo na escola do que a Greta Thunberg. Se ganharem, subam, aceitem seu pequeno prêmio, agradeçam ao seu agente e ao seu Deus e dêem o fora!

Wagner Moura e O Agente Secreto não ganharam nenhum Oscar; e quem vibrou com isso (hands up!) pode dormir com a consciência tranquila. Isso não foi inveja ou complexo de vira-latas, foi instinto de autopreservação.

Nem que seja somente dos nossos ouvidos.   

Continue por dentro das novidades aqui no blog, no insta @markmoraislaw e no nosso canal do YouTube!

 

Conheça a Mark Morais Law Firm

A Mark Morais Law Firm é um escritório boutique de advocacia sediado em Miami, Flórida, especializado em direito internacional, imigração e expatriação. Fundado pelo advogado Mark Morais, o escritório reúne experiência diferenciada, incluindo atuação nas três principais agências federais de imigração dos EUA (USCIS, CBP e ICE), em que exerceu funções como Promotor de Imigração, Oficial de Asilo Político e Agente Federal de Imigração e Alfândega.

Mark Morais é licenciado para a prática do direito na Flórida e no Distrito de Columbia, e possui formação em Direito e Administração de Empresas no Brasil, além de Doutorado em Direito (Juris Doctor) nos Estados Unidos.

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1 Comentário

  1. Sergio Loureiro disse:
    23 de March de 2026 às 16:21

    Com as devidas vênias, acho que houve um equívoco com relação a informação no texto que “metade da população” torcia para que o filme ganhasse o Oscar…
    Primeiro, que atualmente a maioria da população tem disponibilidade diversas de diversão e de passatempo.. já se foi o tempo que era apenas televisão, teatro (que aqui nunca foi nosso forte) e cinema…. um filme, nos dias atuais, para levar as pessoas até o cinema, tem que ser muito bom… mas esse “bom” tem que ser natural, do filme ter realmente qualidade… não adianta vc despejar milhões de reais em marketing e pseudo-engajamento numa obra que não tenha qualidade…
    Não posso afirmar se o filme O agente secreto tem essa qualidade.. aliás, sequer tenho como aferir se o filme tem alguma qualidade..
    Pelo histórico da sinopse do filme, do roteiro, do ator, do diretor e da finalidade a que se propunha o filme, imaginei que seria perda de tempo…. tempo é algo precioso, e o perco aqui contestando, respeitosamente, partes das informações acima, porque ainda acredito que o debate é algo que ainda valha a pena… então, de antemão, nem perdi meu tempo indo assistir… assim como não vi Tropa de Elite 1 e 2 (afinal, morando no Rio de Janeiro, basta ir até uma comunidade no final de semana e ver ao vivo e a cores).. não é tipo de filme que eu goste… violência pela violência…
    Tecnicamente falando, o ator Wagner Moura é um bom ator.. não é um ator excepcional, mas é um bom ator… mas, para ficar colado numa cadeira de cinema por 2 horas, precisa mais que ser um bom ator.. tem que ser um bom filme, uma boa trilha sonora (claro, se o filme assim o pedir), um bom roteiro, enfim.. é todo um conjunto que vemos nos filmes americanos, quando os americanos resolvem produzir obras de artes..
    O roteiro de Agente Secreto, pelo que foi dito pela imprensa, apenas continua no ultrapassado e retrógrado debate sobre os tempos da “ditadura” dos anos 64 até 85… talvez fosse mais realista se focasse nos tempos atuais…
    Com 68 anos de idade, pude ver de perto como eram as coisas nos chamados anos de chumbo… com 9 anos de idade fui preso porque estava, infantilmente, distribuindo folhetos de propaganda comunista… afinal, me pagaram muito bem pra distribuir… não tive maiores problemas porque era filho e neto (meu avô era general de 4 estrelas) de militares…. e tb porque os militares que me prenderam, compreenderam que era um garoto distribuindo papéis apenas para ganhar uns trocados… ( já que naquela época não se pagava com sanduiches de mortadela…rsrs)..
    Hoje, como advogado que sou, constato que nossa democracia está fragilizada… a corrupção chegou a um nível que atinge até os mais altos níveis das 3 esferas da república…
    Assim como nunca se deve esquecer o que houve na Alemanha da WW-II, não podemos esquecer o regime de exceção que o Brasil viveu no passado…
    Mas, isso já foi visto e revisto pelas atuais gerações.. a minha, a dos meus filhos e a dos meus futuros netos…
    Mas, para um filme, hoje, talvez se deve-se mostrar com mais realidade e atualidade, o que está acontecendo atualmente.. justamente para que não cheguemos a ser uma espécie de Venezuela do Sul…
    Mas.. fica difícil para um ator, que abandona a arte para fazer engajamento político e ser agente, não secreto, mas partícipe ativo de tudo de errado que hoje em dia se faz em nosso país..
    Na próxima, era o caso de se usar os recursos da Lei Ruanet para se fazer o “Agente Notório”, porque é claro e límpido que o cara está a serviço do sistema do Brasil…

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